segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Reencontro comigo mesmo

Adeus! É apenas isto que eu tinha a dizer;
Vou me embora! – Pensei, mas não à maneira de Bandeira...
Retirar-me-ia tal qual Augusto.
Talvez veria alguns anjos, demônios ou o vazio;
Veria o nada! Veria o sombrio! Veria o fim!

Três letras, medo, lágrimas e vários “em branco” perto de mim.
Desespero, fios, agulhas, líquidos que curam...
- Tenha calma, ele é forte – disse alguém.
Silêncio, dor, neblina, pessoas que murmuram;

O telefone toca...
Notícias incertas são ditas.
A esperança e o carinho são vitais;
E o órgão de bombear sentimentos, que prometia não funcionar mais...
Arremessou, acelerado, algumas poucas gotas de esperança.

Refez-se a vida!
Adeus enxame de descoloradas roupas! Vou me embora... Porém agora à Bandeira.
Deixo as três letras que denotam intensidade para outros.
Chega de tratamento formal, chega de mal...
E para a próxima vítima desejo boa sorte e afirmo:
- A esperança nem sempre é a última que morre, mas é sempre a primeira que renasce.


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